O que há com minha voz?


Um dos problemas que mais afetam aqueles que têm necessidade de profissionalmente usar a voz é a disfonia, mais conhecida por rouquidão .

É caracterizada pela alteração de todas as qualidades da voz e no modo de produzi-la. O tom torna-se mais grave (voz grossa), com quebras freqüentes, marcadas pelo aparecimento abrupto de tons agudizados e/ou emissões sussurradas; a intensidade fica diminuída, sendo nítida a dificuldade na sua modulação, e o timbre tende a ser extremamente áspero .

O esforço para a fonação leva à sensação de cansaço, principalmente na região do pescoço, às vezes com surgimento de dor, que se propaga para o dorso. Entretanto, muito antes da sua instalação propriamente dita, aparecem vários sintomas que apontam para esse resultado indesejável, que limita consideravelmente as atividades dos que usam a voz como ferramenta de trabalho.

Os primeiros sinais decorrentes da falha na coordenação em usar o ar inspirado, produzir a voz e articular os sons, que é o substrato de toda rouquidão, são representados pela sensação de garganta seca, às vezes associada a ardume ou "cócegas", pelo pigarro freqüente, além da impressão de "alguma coisa" parada na garganta, que se seguem ao uso mais ou menos prolongado da voz. Sem que ainda tenha ocorrido qualquer alteração na qualidade da voz notada pelo ouvinte, seguem-se as sensações de que a voz está menos "encorpada", que certos tons estão mais difíceis de serem alcançados e que o "volume" habitual só é conseguido com um esforço desproporcional ao resultado obtido.

Durante certo tempo, breves períodos de relativo repouso vocal são suficientes para que haja regressão temporária desses sintomas. Entretanto, paulatinamente, vão se tornando mais intensos e freqüentes, até o momento em que os mecanismos compensatórios, representados pelo excessivo esforço muscular, inclusive dos músculos do pescoço, não são suficientes para a manutenção do padrão da voz habitual, que inexoravelmente passa a ficar constantemente alterada. Em muitas pessoas, o esforço muscular para produzir voz é tão intenso, que as cordas vocais, submetidas a um regime de contração excessiva, atritam-se com tal intensidade, que gera o aparecimento de calo ou nódulo vocal, no ponto de maior atrito.

Em qualquer dessas circunstâncias mencionadas, é possível o diagnóstico do desequilíbrio na produção vocal e a reversão desse quadro. O tempo de duração de tratamento é, sem dúvida, muito menor quando o problema é diagnosticado, e as suas causas sanadas, muitas vezes, com uso de medicamentos, quando surgem os primeiros sintomas.

Felizmente, hoje também se conta com técnicas suficientemente desenvolvidas para os procedimentos denominados de terapias breves, em que os casos incipientes são prontamente resolvidos, com grande economia de tempo e de investimento, sem prejuízo das atividades dos que têm, na voz, um instrumento de trabalho.


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