Dentes, espelho das emoções


Dizem que os olhos são os espelho da alma. Talvez acertasse mais quem dissesse que cabem aos dentes este papel.

Os estudos da biocibernética bucal sugerem que são os dentes o melhor elemento do organismo humano para se decodificar o histórico de cada indivíduo. Na prática, isto significa que pela boca podemos detectar a quantas anda não somente a saúde, mas também a afetividade e os relacionamentos de alguém.

O que pode parecer pouco científico à primeira vista baseia-se, na verdade, nas teses de Wilhelm Reich. Segundo Reich, as couraças musculares que refletem os pontos de energia bloqueada no organismo também traduzem sérios distúrbios emocionais.

O que era verdadeiro para Reich também vale para a biocibernética bucal, que vê o indivíduo como bem mais do que simplesmente uma boca. Cada paciente que chega ao consultório é um intricando sistema de correlações, que vai da cabeça aos pés, e é absolutamente único.

“Imagine-se o seguinte: dependendo da posição dos dentes, ou da ausência deles, esta pessoa vai respirar e mastigar de certa forma, sua cabeça estará mais para a frente ou para trás, e a posição de seu cérebro em relação ao um eixo gravitacional também muda, numa série de compensações que vão até o pé”, explica o dentista Newton Nogueira, adepto da odontologia sistêmica.

Para ele, o trabalho do dentista se une ao de vários outros profissionais, numa abordagem integrada do indivíduo.

Dentes e sentimentos, uma estreita relação

E onde entram as emoções? Segundo a biocibernética bucal, cada grupamento de quatro dentes se liga a um determinado sistema e a um tipo de emoção.

Explicando melhor: quando o sistema digestivo atinge a maturidade, nascem os primeiros molares definitivos. Eles estão ligados à vitalidade. Depois vêm os incisivos centrais, que se associam ao sistema neural e, por extensão, a sua personalidade, ao comportamento; os incisivos laterais, aos órgãos do sentidos e à afetividade, história familiar e integração social.

Os primeiros pré-molares estão associados às glândulas sudoríparas, rins, bexiga e pulmão, e no plano psicológico à segurança pessoal; os segundos pré-molares, ao sistema respiratório e à estabilidade emocional; os caninos, ao sistema circulatório, e à maneira de amar, atacar e defender-se; os segundos molares, ligados à puberdade, aparecimento dos hormônios sexuais e órgãos da reprodução. Os últimos são os sisos, que complementam a personalidade; representam a percepção que o indivíduo tem de si mesmo.

“Mexer na boca é mexer com uma carga emocional fortíssima. Por exemplo, a tendência a arrancar os dentes de siso, quando eles estão bloqueados por algum motivo, diminui as possibilidades de o indivíduo se encontrar como pessoa.

O que, se por um lado pode determinar alguém que vive uma eterna busca, por outro pode levar a um nível permanente de insatisfação e a uma necessidade constante de aprimoramento. O que também pode resultar em altos níveis de desempenho profissional e intelectual”, exemplifica o Dr. Newton.


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